Psoríase gutata: o que é, causas e sintomas

A psoríase é uma doença inflamatória, crónica e de origem multifatorial, na qual se produz uma alteração da imunidade mediada pelos linfócitos T.



Porque se produz a psoríase?


A clinica da psoríase produz-se por uma reposição exagerada dos queratinócitos, células diferenciadas do tecido epitelial e invaginações da epiderme para a derme.


Pela incapacidade na maturação não são capazes de se desprender de forma apropriada, devido a uma maturação de pouco mais de quatro dias, comparativamente aos 28 que demora um queratinócito a maturar e desprender-se.



Atualmente, os estudos centram-se nas causas e na base genética da psoríase. Destaca-se o alelo (forma alternativa, gerada por mutações, de um mesmo gene) HLA-C, os genes que codificam para as IL-12 e IL-23 e a proteína reguladora do fator NF-KB, entre outros.


O certo é que se torna altamente complexo, já que não existem modelos animais que demonstrem o desenvolvimento da doença ao ser uma doença puramente humana, embora se tenha podido desenhar modelos animais que representam o processo patológico contribuindo com valiosa informação na sua compreensão.



A psoríase é uma doença da pele?


Realmente a psoríase não é uma doença específica da pele, tratando-se de uma doença sistémica.


Isto é demonstrado ao ter-se relatado o aumento do risco de patologia cardiovascular, patologia renal, etc. Por isso, devemos entende-la como patologia sistémica e trata-la de forma adequada.



Tipos de psoríase


A psoríase pode manifestar-se de diferentes formas. A mais comum é a psoríase em placas, mas também podemos encontrar outras como:


  • Psoríase em gota (ou psoríase gutata) pelo aparecimento de pequenas placas distribuídas pelo tronco e raiz dos membros.

  • Psoríase pustulosa: em vez de placas, aparecem pústulas com distribuição assimétrica, tendo esta um maior risco de infeção.

  • Psoríase invertida: esta psoríase aparece nas dobras em vez de aparecer nas zonas de extensão. As zonas mais frequentes são as dobras mamárias, axilas, glúteos e zona inguinal.

  • Psoríase ungueal: o aparecimento dá-se nas unhas de forma isolada ou com afetação de outras áreas. Caracteriza-se pelo aparecimento nas unhas de um ponteado e pelas denominadas machas de azeite.

  • Psoríase artrítica: podemos considera-la uma das formas mais graves de psoríase, que deve ser tratada pois acaba erodindo as articulações e os ossos afetados (é agressiva!).

  • Psoríase em placas, o vulgar, é a psoríase mais frequente com afetação das zonas de flexão como são os cotovelos e joelhos, podendo aparecer noutras zonas.




Psoríase na infância e adolescência


A psoríase em placas e a psoríase gutata (em gota) são os tipos mais frequentes que encontramos em crianças e adolescentes.


Na maioria dos casos com tratamento atópico controla-se a doença, sem necessidade de aplicação de tratamentos orais que têm um maior número de efeitos adversos a longo prazo, já que a doença é de natureza crónica e na maioria dos casos o tratamento também o é.



Psoríase em gota ou gutata, uma psoríase particular


A psoríase em gota é um tipo de psoríase que geralmente aparece depois de uma faringoamigdalite estreptocócica.


Nela, parece existir certa predisposição genética na qual, através do processo infecioso, ao fim de duas ou três semanas, dará lugar ao aparecimento da doença.


Parece que a doença se desenvolve pela formação de um superantígeno que ativa diretamente os linfócitos T de maneira especifica, isto, juntando aos fatores genéticos, desencadeará o aparecimento da psoríase gutata.



O particular da psoríase gutata é que pode curar-se nos meses posteriores ao seu aparecimento, coisa que não se sucede com tanta frequência nos restantes tipos de psoríase.


Isto faz pensar que possa existir algum tipo de antígeno desconhecido na atualidade que torne a psoríase crónica, como por exemplo antígenos alimentares que ativam a função imune na microcirculação dérmica, como ocorre em certos quadros eritrodermos por exposição a antígenos.



Faringite escarlatiniforme e psoríase gutata


A faringite escarlatiniforme é uma causa comum de faringoamigdalite bacteriana. Esta infeção é causada pelo estreptococo do grupo A, uma Gram-positiva (bactéria) frequente na mucosa oral, que em muitas ocasiões produz a patologia infeciosa das vias aéreas.


Esta infeção pode dar lugar ao aparecimento de uma psoríase gutata ou agravar a psoríase vulgar ou outros tipos como a psoríase pustulosa.


Também nos podemos deparar com o aparecimento da febre escarlatina e se não for corretamente tratada, com o tempo pode acabar por desenvolver patologias graves como acontece com a febre reumática e a afetação valvular cardíaca.


É assim importante o correto tratamento da infeção para evitar a má evolução da doença.



A água do mar e a pele na psoríase


A talassoterapia é um procedimento terapêutico conhecido desde a antiguidade.


Em estudos recentes está demonstrado com rigor cientifico o que o empirismo vinha mostrando.


Devemos ter em conta que a talassoterapia tem efeitos sobre processos dermatológicos por mecanismos de ação térmicos, químicos, físicos e imunológicos.


Estudos alemães têm demonstrado que a água do mar faz decrescer os níveis de elastase. Também os efeitos anti-proliferativos dos minerais do Mar Morto têm sido demonstrados em cultivos celulares de fibroblastos de pele.


Noutro estudo, através do tratamento de talassoterapia foi possível diminuir a paraqueratose e a infiltração por CD3 e CD68, possivelmente pela elevação de certos opioides endógenos que intervêm na modulação da resposta inflamatória e imunológica.



Os estudos elaborados em laboratório, têm podido demonstrar que em pratica clinica, onde um estudo demostra que em quatro semanas de tratamento, o índice de severidade reduz cerca de 81,5%. O apuramento total das lesões em 48% dos pacientes e uma melhoria em 41%.


Com uma remissão média de 3,3 meses, o interessante é que a redução em células T ativas fez-se acompanhar de uma redução da expressão HLA-DR por queratinócitos epidérmicos (AD. Choen et al., 2005).


Como temos dito, a aplicação da Terapia Marinha tem efeitos na regulação e normalização das funções celulares, como bem se demonstra no presente artigo.


Para além disso, devemos compreender que não podemos insultar o nosso organismo de qualquer forma, pois este poderá responder inesperadamente às modificações de um meio ao qual não está acostumado, especialmente quando não conhecemos as suas suscetibilidades.


Daí que devemos ser prudentes na aplicação dos recursos e conhecer que as nossas tendências podem desencadear processos patológicos silenciosos, e no caso que se dê o regresso aos comportamentos ancestrais, estes podem ser uma grande ajuda para voltar ao nosso equilíbrio.



Conclusões


A psoríase gutata é uma doença inflamatória cronica de natureza multifatorial associada a processos infeciosos como a amigdalite por estreptococo.


Atualmente existem múltiplos tratamentos eficazes para a psoríase e as suas variantes, mas começa-se a descrever com rigor científico requerido que tratamentos naturais como a talassoterapia são eficazes e não apresentam efeitos secundários próprios dos fármacos convencionais, são portanto bons coadjuvantes na terapêutica aplicada.



Fundação René Quinton

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