Homocisteína alta: como controlar os níveis?

Atualizado: Jan 19

A homocisteína é um aminoácido intermediário do metabolismo da metionina, principalmente. Daí que a presença de homocisteína no plasma sanguineo é algo normal.

É inconveniente quando estes níveis ficam acima da normalidade.


Os níveis de homocisteína no plasma dependem da idade e sexo, para além disso, os valores baixos de vitamina B12 e folatos comportam-se como preditores de homocisteína.


Sabia que o álcool, certos fármacos e o tabaco aumentam os níveis de homocisteína no sangue? Explicaremos mais sobre a homocisteína neste artigo.




Porque é tão importante controlar os níveis de homocisteína no sangue?


A hiperhomocisteinemia considera-se um fator de risco independente para as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, secundário aos desequilíbrios REDOX e ao stress oxidativo, produzindo citotoxicidade e desequilíbrio no endotélio vascular.


Níveis elevados de homocisteína também se associam a transtornos neurológicos como o Alzheimer e os transtornos psiquiátricos.



Devido à associação dos níveis de homocisteína e a arteriosclerose, considera-se entre as teorias que se propõe que a obstrução dos vasa vasorum por agregados de microrganismos com lipoproteínas de baixa densidade homocisteiniladas são causadoras de isquemia na parede arterial.


Assim, favorecem a formação de microabscessos no íntimo, produzindo placas vulneráveis e contribuem para o aumento do risco cardiovascular e cerebrovascular. Inclusive, em patologia gastrointestinal como são os pólipos colorretais, parece existir possível associação com os níveis elevados de homocisteína no plasma.


Os dados obtidos por uma meta-analise, onde se analisaram estudos de caso e controle, obtiveram-se para o nível de homocisteína diferenças significativas entro os casos e controles em análise geral e dos subgrupos. Inferindo que os níveis de homocisteína podem estar relacionados estatisticamente e de forma significativa com o risco de padecer com pólipos colorretais.



Porém, as análises agrupadas mostraram uma correlação negativa entre o risco de pólipos colorretais e os níveis de folato sérico, folato em glóbulos vermelhos ou vitamina B12.


O efeito procoagulante da homocisteína correlaciona-se com o risco de eventos trombóticos, desempenhando um papel ativo dos glóbulos vermelhos na formação de trombo.


Embora não seja claro, nalguns estudos tem-se demonstrado que quando os glóbulos vermelhos são tratados com homocisteína durante 24 horas, produz-se um aumento da atividade procoagulante dos glóbulos vermelhos e também a elevação na formação de micropartículas derivadas de glóbulos vermelhos procoagulantes.


A adição de lactadherina inibe por volta de 90% destas substâncias procoagulantes. Considerando isto, demonstramos a possível associação, dose dependente, entre a hiperhomocisteinemia e os eventos trombóticos, sendo importante a realização de uma maior número de estudos com uma amostra de maior dimensão.



O que podemos fazer para controlar os níveis altos de homocisteína?


Como mencionado anteriormente, existe uma relação inversa entre os níveis de homocisteína e as vitaminas B12 e folatos. Por isso, é importante a realização de uma dieta equilibrada, rica em produtos que contenham folatos como por exemplo:


  • Verduras de folha verde

  • Hortaliças

  • Legumes


E de vitamina B12 que se podem encontrar em:

  • Fígado

  • Ovos

  • Vísceras

  • Algas

Para além disso, é importante ter em conta que certos fármacos são capazes de aumentar a homocisteína plasmática.




O tabaco e o álcool também têm o seu papel na regulação da hiperhomocisteinemia.


É importante deixar o consumo ou pelo menos reduzi-lo, tendo em conta que, já por si, são fatores de risco cardiovascular.


Tem-se visto que os países do sul da Europa, comparativamente com os do norte, têm a média de níveis de homocisteína inferiores, podendo associar-se à dieta mediterrânea o efeito redutor desses níveis.


Não obstante, não apenas devemos associar a hiperhomocisteinemia à carência de folatos e B12. O excesso do consumo de proteínas ricas em metionina também aumentam os seus níveis.

Para além disso, as variantes genéticas podem ter um papel importante na hora de modular a concentração de homocisteína plasmática.


Atualmente, apenas se emprega a medição de homocisteína em pacientes com elevados fatores de risco cardiovascular, em gestantes com gravidez de risco, com o consumo de alguns fármacos ou doença genética que afete os níveis de homocisteína.


É importante um correto acompanhamento levado a cabo por um profissional de saúde, capaz de desenhar uma estratégia dietética que se centre no equilíbrio orgânico global, ou integrativo, no qual, se controlem os níveis de homocisteína no plasma sanguíneo.



Fundação René Quinton

572 visualizações
Quinton
Porque Funciona a Terapia Marinha?

Segue-nos!

  • Facebook ícone social
  • LinkedIn ícone social
  • Instagram

Deseja conhecer mais sobre a Terapia Marinha de René Quinton?

Ebook_Propriedades_e_Benefícios_da_Terap

Faça o Download Grátis do ebook 'Propriedades e Benefícios da Terapia Marinha'!

Deseja receber amostras grátis de Plasma de Quinton?

*Envie-nos uma mensagem!

*reservado a profissionais de saúde

É Profissional de Saúde?

 

*

Gostaria de participar de formações profissionais da aplicação da Terapia Marinha em prática clínica?

 

*

Inscreva-se e será contactado assim que as formações iniciarem!

Tópicos do Blog

Quer receber novidades sobre promoções e produtos?

ab.png
EU_organic_farming_logo.svg.png
NoAnimalTesting.png
ogm-free.png
Vegetariano

Sim quero receber informações sobre os produtos Delterre

Li e Aceitei os termos e condições

  • Delterre Facebook
  • Delterre Instagram
  • Delterre Linkedin

©2020 por delterre.

gtag('config', 'AW-793053932');