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Falta de Magnésio: Sintomas, Causas e Prevenção

Atualizado: Abr 28

O Magnésio é um dos elementos químicos (Mg) abundantes na crosta terrestre. Exatamente, é o terceiro elemento mais abundante na Água do Mar.


Isto significa que, a nível evolutivo, os organismos vivos o integraram para as suas funções. De facto, entrevem em mais de 300 processos metabólicos.



Que sintomas estão associados á Falta de Magnésio?


Os sintomas mais habituais quando existe uma deficiência de Magnésio são:


  • Debilidade

  • Cansaço

  • Irritabilidade, nervosismo, insónia

  • Alterações musculares - cãibras e aumento de contraturas

  • Hipertensão Arterial (HTA), cefaleias


O espectro de sintomas é amplo devido à sua implicação em múltiplos processos intracelulares, de forma que afeta todos os órgãos e tecidos.



O que leva a um Deficit de Magnésio?


Na população em geral, é difícil encontrar Falta de Magnésio, no entanto, em circunstâncias especiais nomeadamente pessoas idosas, pacientes com multimorbilidade, desequilíbrios alimentares, patologias digestivas, dietas inapropriadas, é fácil que aconteça.


Por este motivo é importante a ingestão apropriada de Magnésio nestas circunstâncias. Embora, claro está, que a prevenção nunca seja mal vinda. De maneira que podemos tomar suplementação ou, ainda melhor, realizar uma dieta equilibrada.


No caso de problemas de má absorção, requerimentos energéticos elevados, polimedicados, pode ser muito útil a suplementação de forma preventiva, sempre mediante a supervisão de um profissional de saúde.






Porque é tão importante o Magnésio?


O Magnésio encontra-se diretamente relacionado a imensas reações enzimáticas e na função de uma enorme quantidade de bombas celulares.


Até ao ponto que, no momento de corrigir desequilíbrios do potássio em particular no seu deficit (hipocalemia), se não comprovarmos que os Níveis de Magnésio se encontram no seu nível normal, é possível que não consigamos corrigir o deficit de K. Sem os níveis de Magnésio normalizados, é impossível corrigir a deficiência de potássio.


O Magnésio é um íon fundamental e, de seguida, procederemos à apresentação de alguns estudos que demonstram a sua importância em diferentes processos metabólicos.



Magnésio e resistência à insulina em diabetes mellitus tipo 2 (DM tipo 2)


O Magnésio encontra-se implicado em mais de 300 reações enzimáticas celulares. De facto, é um íon eminentemente intracelular.

Os estudos têm demonstrado que a sua deficiência pode aumentar a resistência à insulina em pacientes com síndrome metabólico e DM tipo 2.



Num estudo de Maria de Lourdes L. et al foi apresentado uma relação entre os Níveis de Magnésio intracelular e os índices de laboratório de Resistência à insulina e o controlo glicémico em pacientes diabéticos mal controlados.


Para além disso, foi observado que existia uma relação inversamente proporcional entre os níveis de Magnésio intracelular e o índice de massa corpora (IMC) e a hemoglobina glicada (HbA1).


Zatollah A. Et al valorizaram a Suplementação de Magnésio em mulheres que sofram de Diabetes Gestacional e Deficiência de Magnésio por meio de um ensaio aleatório, duplo cego controlado/placebo.


Dos resultados podemos destacar as diferenças estatisticamente significativas tanto na resistência à insulina como na concentração sérica de insulina e a sensibilidade à insulina, para além de se observar trocas nos níveis de triglicéridos, PCR.


Até os níveis de hiperbilirrubinemia neonatal resultaram menores no grupo tratado com Magnésio.



Os investigadores concluem que a Suplementação de Magnésio entre as mulheres com Diabetes Mellitus Gestacional é benéfico no seu estado metabólico e na gravidez de maneira geral.



Relação entre o Magnésio e o Potássio


É sabido que as alterações de Potássio, fundamentalmente pelo emprego de fármacos diuréticos, em muitas ocasiões acabam por afetar a sua homeostasia.


O que é mais desconhecido, é que os desequilíbrios iónicos afetam-se entre si, de maneira que em muitas circunstancias para manter um equilibro de um, outros deverão estar corrigidos.


Da mesma forma que acontece no caso das vitaminas, por exemplo a vitamina E. Esta vitamina tem capacidade antioxidante, mas tem de estar acompanhada de vitamina C pois é esta que a recicla.



Também temos o exemplo da vitamina B12, que deve estar acompanhada de ácido fólico sendo que ambas atuam na redução da homocisteinemia.


No caso do Potássio, acontece algo parecido, sendo particular a sua relação com o Magnésio.


Fala-se menos do Magnésio, por ter um papel menos importante em relação aos eletrólitos como o Potássio, que têm um efeito direto no equilíbrio celular de forma que resulta mais fácil valorizar as manifestações clinicas derivadas do seu desequilíbrio.


O Magnésio, pelo contrário, não tem esse papel protagonista, mas podemos dizer que “trabalha na sombra”, ou seja, atua sendo um cofator. De forma que a Falta de Magnésio não tem efeitos diretos, senão os derivados de uma desaceleração das funções enzimáticas, daí adquirir um interesse secundário.



Mas, para corrigir um deficit de K é importante garantir níveis apropriados de Mg, daí a sua importância.



Água do Mar e equilíbrio iónico


René Quinton pressentiu que o organismo depende de um meio sujeito a umas constantes nas quais os organismos vivos se haviam desenvolvido. Sem entrar em dissonância com os conceitos evolutivos de Darwin.


Desde a sua perspetiva, se for oferecido aos espécimes vivos o ambiente do seu desenvolvimento original, eles adquirirão maior capacidade de autorregeneração.


Desta maneira testou-a com meios capazes de imitar esse ambiente ideal e encontrou-o na Água do Mar, onde a proporção de elementos é muito similar aos que encontramos no nosso meio interno.


Muitos estudos demonstraram os Benefícios da Água do Mar sobre patologias como as dislipidemias, patologias digestivas, inclusive a diabetes e a síndrome metabólico.


Na Água do Mar encontram-se quantidades consideráveis de Magnésio, sendo possivelmente o Magnésio que contem um dos implicados nos seus benefícios.



Conclusões


Desde a perspetiva preventiva e integrativa, é importante entender o organismo como um todo, que se relaciona com o meio de forma global.


Devemos entender que no momento de cuidar do nosso meio interno, também devemos cuidar o meio que nos rodeia, posto que somos sistemas abertos, recaindo sobre nós todos os atos.


Por tudo isso, é importante conhecer os pormenores que nos pressionam, mas é primordial na hora de entendermos e cuidarmos, faze-lo da forma mais completa possível.


Somos um mar de iões… e milhões de moléculas… orquestradas pelas leis do universo e suas constantes.


Obviamente em situações pontuais, requerem-se medidas concretas, mas na altura do nosso cuidado primário, em conjunto cuidaremos desta maneira.


E você? Sente sintomas relacionados à Falta de Magnésio?






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