Cogumelos Medicinais – efeitos profiláticos e terapêuticos contra COVID-19

Atualizado: Mar 24

Podem os Cogumelos Medicinais ter efeitos profiláticos ou terapêuticos contra o COVID-19 e a sua super-infeção pneumónica e inflamação severa pulmonar?



Cogumelos Medicinais – efeitos profiláticos e terapêuticos contra COVID-19

Os Cogumelos Medicinais têm efeitos documentados contra diferenças doenças, incluindo infeções e complicações inflamatórias.


Agaricus blazei Murill, Hericium erinaceus e o Grifola frondosa (Maitake) demonstraram exercer atividades anti-microbianas contra agentes virais, bactérias e parasitas em testes in vitro e in vivo.


Uma vez que o seu mecanismo é imunomodulador e não antibiótico, os Cogumelos Medicinais são também ativos contra micróbios.


Além disso, já que têm propriedades anti-inflamatórias, servem também como tratamento em diversas inflamações que frequentemente ocorrem com a infeção COVID-19.


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Uma preparação contendo Hericium erinaceus e Grifola frondosa, demonstrou reduzir significativamente bacteriemia e aumentar a sobrevivência em ratos com sepse pneumocócica e melhorar os sintomas e qualidade de vida em doentes com doenças inflamatórias intestinais através do seu efeito anti-inflamatório.

Consequentemente, tais cogumelos poderão ter efeitos profiláticos ou terapêuticos contra infeção pneumocócica e inflamação severa pulmonar que geralmente acontece em pacientes infetados com COVID-19.


Neste artigo, o seguinte estudo demonstra as propriedades anti-microbianas e anti-inflamatórias dos Cogumelos Medicinais A. blazei, H. erinaceus e G. frondosa ou Maitake, que poderão ser utilizados na batalha contra o COVID-19.




Efeitos Antivirais do Agaricus, Hericium e Maitake

O cogumelo Agaricus blazei demonstrou neutralizar o efeito citopático induzido pelo vírus da Encefalite Equina Ocidental in vitro e num ensaio de redução plaquetária com poliovírus, agindo na fase inicial da replicação viral.


Em pacientes infetados com o vírus Hepatite B (HBV) e vírus C (HCV), tanto o extrato deste cogumelo como de Maitake obtiveram um efeito antiviral normalizando a função hepática.

Existem também vários relatórios relacionados a Cogumelos Medicinais no tratamento do vírus Herpes 1 (HSV-1) e 2 (HSV-2): a proteina isolada do Maitake inibiu a replicação in vitro do HSV-1 e reduziu a severidade da infeção viral através de administração tópica

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em camundongos.


noutro estudo, os polissacarídeos do Agaricus blazei inibiram a infeção de HSV-1 em culturas celulares.

Relativamente ao influenza, um relatório comprova que o mesmo teve efeito antiviral direto contra o vírus in vitro.


Efeitos antivirais foram também comprovados no Hericium erinaceus, demonstrando ser eficaz contra o dano intestinal provocado pelo Reovirus em patos, cuja imunidade da mucosa foi restaurada.

Demonstrou também contrariar a infeção do vírus Dengue in vitro.


Efeitos Anti-microbianos do Agaricus, Hericium e Maitake contra bactérias e parasitas


Existem diversas publicações comprovando as propriedades antibacterianas e antiparasitárias do Agaricus blazei.


Um relatório elaborado à 15 anos atrás demonstrou que quando administrado oralmente um dia antes ou no momento da inoculação intraperitoneal de bactérias, reduz significativamente a bacteriemia e aumenta o tempo de sobrevivência do animal.


A Erinacina C – componente do Hericium erinaceus – demonstrou ter efeitos antibacterianos quando se testou o potencial dos produtos naturais contra a Streptococcus mutans de síntese.



Efeitos Anti-inflamatórios do Agaricus, Hericium e Maitake contra bactérias e parasitas


Um estudo comprovou a eficácia de Agaricus blazei como anti-inflamatório natural.

O extrato deste cogumelo, administrado oralmente a ratos com dano carcinógeno pulmonar induzido, foi capaz de atenuar a inflamação, consolidando a lesão pulmonar.


Também melhorou a inflamação cerebral provocada pela Malária.


Já o Hericium erinaceus protegeu a morte celular neural induzida por isquemia em ratos laboratoriais, inibindo citocinas pró-inflamatórias e promovendo propriedades do crescimento nervoso.


Relativamente ao Maitake, um polissacarídeo seu constituinte demonstrou melhorar distúrbios metabólicos lipídicos em ratos, pela benéfica regulação da microbiota.




Mecanismos de ação imunomodeladora e defensiva da mucosa

Os constituintes imunomoduladores β-glucanos (beta-glucanos) constituem a maior parte das paredes celulares dos fungos, incluindo dos Cogumelos Medicinais abordados neste artigo.


Estes polissacarídeos demonstraram ter efeitos anticancerigenas e anti-infecciosos em diversos estudos, assim como de ativação das células dendríticas (células da imunidade).


Candida albicans é um fungo que existe como um membro benigno comensal da microbiota nas superfícies da mucosa na maioria dos humanos, onde desencadeia inúmeras respostas inatas, mas o crescimento excessivo pode causar infeção sistémica localizada.


Visto que a porta de entrada para a maioria dos vírus não transmitidos por vetores é a mucosa, que também é a superfície do corpo exposta aos extratos de cogumelo após a ingestão, os estudos de vírus in vitro são bastante semelhantes à situação in vivo. Daí que Agaricus e Maitake poderão muito bem ter efeitos antivirais semelhantes in vivo.


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Enterovírus como poliomielite ou EV-71 infectam pela via fecal‐oral e visam o epitélio gastrointestinal onde são detetados e ativam a sinalização da imunidade inata.


Essa desregulação das respostas inflamatórias que resulta numa tempestade de citocinas pode desempenhar um papel crítico na patogénese do edema pulmonar EV‐71 e também na infeção de COVID-19.


Portanto, pode-se supor que Agaricus e Maitake também poderiam neutralizar a lesão pulmonar inflamatória COVID-19.


Relativamente às infeções por Herpes 1 e 2, o hospedeiro falha ao iniciar uma resposta antiviral inata precoce eficaz, que deveria ser alvo para estratégias profiláticas prevenindo infeções por esses vírus. Este pode ser o mesmo mecanismo da ação anti-herpética destes fungos reportada in vivo.


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Agaricus, Hericium, Maitake e infeção por COVID-19


A corrente situação de pandemia aparentemente não curável onde os medicamentos e as vacinas candidatas estão ainda numa fase de testes, deve-se olhar aos princípios profiláticos e terapêuticos alternativos que dispomos.


Um candidato é a profilaxia imunológica e/ou terapia através da utilização de cogumelos medicinais com funções imunomodeladoras.


Agaricus blazei, Hericium erinaceus e Grifola frondosa (Maitake) são Cogumelos Medicinais bem conhecidos que têm sido utilizados em todo o mundo na medicina tradicional para o tratamento de uma série de doenças.


Na verdade, muitas dessas aplicações foram confirmadas através de estudos pré-clínicos e clínicos.


O foco tem sido especialmente nos efeitos anti-tumorais onde a citotoxicidade e o mecanismo apoptótico foram revelados.


No entanto, além da propriedade anti-inflamatória, os cogumelos também mostraram induzir uma resposta imune celular Th1 aumentada, como demonstrado pelo aumento nas citocinas IFNγ, IL-2 e IL-12.



As células que participam da resposta Th1 são células NK (natural killers) ativadas e células Th1 citotóxicas e células T γ / δ, que além do ataque ao tumor, também destroem células infetadas por vírus.


Além disso, as células T γ / δ desempenham um papel importante na ponte entre a imunidade inata e adaptativa, por exemplo, por serem capazes de apresentar antígeno às células T convencionais, e estão predominantemente localizadas na mucosa e locais epiteliais, que são pontos de entrada de vírus.


Os interferons do tipo III (IFN ‐ λ) são considerados especialmente importantes na imunidade antiviral. Portanto, a indução da resposta Th1 por cogumelos medicinais poderia ser testada como uma nova modalidade de medidas profiláticas e/ou terapêuticas contra a infeção por COVID-19, bem como contra sua perigosa super-infeção bacteriana.


Na verdade, a infeção bacteriana, é encontrada em 43% dos pacientes idosos com COVID admitidos e em 82% dos mortos. Além de pacientes idosos, também estão em risco aqueles com doenças de base, como doença pulmonar obstrutiva crónica, doenças cardíacas, diabetes e outras doenças crónicas com afeção sistémica.


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Concluindo, da literatura acima, parece ser possível que os Cogumelos Medicinais A. blazei, H. erinaceus e G. frondosa possam ter mérito como remédios profiláticos ou terapêuticos na infeção por COVID-19, especialmente como medida contra super-infeção pneumocócica, mesmo quando causada por bactérias multi-resistentes, bem como na reação imunológica exagerada e a inflamação prejudicial que ocorre provocado pelo ataque de COVID-19, aumentando o Sistema Imunitário e ativando funções importantes no combate ao vírus.


O facto de reúnir todos os cogumelos medicinais através de suplementação, poderá potencializar os seus efeitos terapêuticos através da especial sinergia comprovada que acontece entre eles!


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