Delterre
6 de Dez de 20204 min
Atualizado: 10 de Dez de 2020
A Laringite em bebés e crianças é frequente, sobre tudo nos períodos do Outono e Inverno, e os seus causadores mais frequentes são vírus.
A Laringite aguda ocorre com tosse, rouquidão, febre, astenia e falta de apetite.
Ao tratar-se de uma enfermidade autolimitada, o seu tratamento será sintomático.
Devido ao choro, termo-regulação, imaturidade imunológica, os lactantes e crianças mais pequenas são propensos ao padecimento de patologias das vias aéreas superiores como Laringites agudas.
A Laringite aguda é um quadro inflamatório causado principalmente por vírus, onde são afetadas as cordas vocais, em concreto a sua mucosa.
Esta inflamação dá lugar a edema e irritação, sinais que desencadearão o aparecimento de tosse e voz rouca.
Em muitas ocasiões, para além das cordas vocais, a infeção engloba a faringe, traqueia e brônquios proximais, característico de CRUP - Laringotraqueobronquite – e de processos como a faringolaringite e traqueo-laringite entre outras patologias.
Denomina-se CRUP a um processo inflamatório da região laríngea na qual se verá também afetada a traqueia e nalgumas ocasiões, os brônquios principais.
A característica de CRUP são as crises de tosse que podem conduzir ao espasmo e colapso parcial da laringe.
Estes episódios de tosse com espasmo produzem-se em crianças menores de 5 anos, sobre tudo em menores de 1, 2 anos, devido ao fácil colapso das cartilagens que dificultam o fluxo de ar pelas vias aéreas, piorando a tosse noturna com estridor devido ao estreitamento da luz laríngea.
O seu tratamento é igual ao da Laringite, mas requer mais tratamento hospitalar que as Laringites convencionais. Estes internamentos estão associadas ao colapso das vias aéreas.
As principais causas do aparecimento de Laringite aguda em crianças sãos os vírus. São vírus comuns, que dão origem a resfriados, rinossinusites, gripes, etc.
Considerada a causa, é frequente que o bebé sofra vários processos infecciosos em pouco tempo.
Além disso, podem repetir-se os quadros de Laringite considerando que as crianças, sobre tudo os que frequentam jardins de infância ou colégios, estão expostos a diferentes vírus que podem dar lugar a uma Laringite ou outros processos infecciosos do trato respiratório.
Entre os sintomas mais comuns da Laringite, podemos encontrar:
Tosse: é um dos sintomas mais frequentes. Acontece normalmente de noite devido a uma maior secura da mucosa laríngea e traqueal.
Estridor: é um sinal que aparece quando se produz um estreitamento ao nível da laringe, secundário ao edema causado pela infeção.
Dificuldade respiratória: pela acumulação de muco nas fossas nasais e laringe, que juntamente com o edema aumentam a resistência ao fluxo aéreo.
Febre ou febre baixa: está quase sempre presente e é secundária à ativação da imunidade na luta contra o agente infecciosos.
Tosse seca: em muitas ocasiões o sintoma perdura durante varias semanas após superar a infeção. Esta tosse pode produzir um quadro de irritação crónica que facilite novas infeções.
Rouquidão: devido à inflamação da mucosa que recobre as cordas vocais, produz-se uma distensão e alteração do turgor nas cordas vocais. Aparece assim uma voz rouca ou, no caso dos bebés, pode-se apreciar no choro um sonido mais grave.
Os vómitos podem aparecer através dos ataques de tosse: quando os episódios de tosse são muito intensos, conduzem a um estimulação dos centros de tosse.
O principal tratamento é sintomático, juntamente com repouso e evitar ambientes frios e secos.
Estas duas ultimas condições podem estimular os ataques de tosse aumentando a irritação e o edema da mucosa laríngea.
Para os tratamentos sintomáticos da Laringite, recomenda-se:
Antipiréticos: se ocorrer febre alta acima dos 38,5º – 39ºC.
Mucolíticos: em situações onde a produção de muco seja muito espessa, recomenda-se fluidizar, recorrendo a mucolíticos, supressores de tosse (menos recomendados), humidificadores, ingestão abundante de água…
Analgésicos: quando a garganta está muito irritada e causa muita dor, podem empregar-se os analgésicos para reduzir a inconveniência.
Corticoides: em situações nas quais a afetação das cordas vocais comprometa o fluxo aéreo, podem empregar-se corticoides nebulizados (ou orais, dependendo da gravidade). Deste modo, pode reduzir-se a inflamação de forma rápida, apesar de na maioria das ocasiões possa requerer controlo hospitalar ou mesmo internamento.
As crianças e bebés devem estar relaxados, evitando atividades que conduzam a um aumento do volume respiratório, tendo em conta que produz secura da mucosa e pode agravar os sintomas.
Consumo de líquidos: de preferência mornos. Relaxam a mucosa reduzindo os sintomas e principalmente os ataques de tosse, daí que se recomenda que a toma de líquidos se realize ao longo de todo o dia.
Graças ao efeito hidratante das soluções salinas, especialmente a água do mar isotónica, a humidificação com água do mar micro-filtrada pode ser um recurso que reduza a irritação e o número de ataques de tosse na Laringite em crianças e bebés, para além de ajudar a eliminar o muco, aumentando a sua fluidez e arraste.
Muito úteis para reduzir a congestão nasal que sofrem alguns afetados por Laringite.
Em qualquer caso, sempre se recomenda consultar um especialista, neste caso um pediatra, com o objetivo de instaurar o tratamento mais apropriado.
Tradução autorizada do artigo original elaborado pela Fundação René Quinton